Quarta-feira preparava o almoço esquentando o arroz, refogando o feijão. Abri a geladeira cansado de comer ovo, não havia nada, resolvi eu, Antonio Amarildo Lopes Cordeiro da Bezerra Fonseca mais conhecido como toninho comprar empanadinho de frango. Cheguei em casa logo coloquei os empanados para fritar, já estava me deliciando vendo aquela saborosa mistura sendo frita, não podeira demorar para almoçar porque as 15:30 horas tinha uma consulta no dentista e já era quase duas horas. Da minha casa até o consultório odontológico era mais ou menos uma hora. Almocei me deliciei com um prato de arroz bem branquinho, feijão carioquinha refogado na hora e fresco, empanadinhos de frango suculentos e deliciosos.
14:30 horas em ponto saí de casa bem vestido, uma calça jeans meio amassada, boné amarelo, camiseta polo, blusa por dentro da calça, para destacar a meu cinto com uma fivela de boiadeiro, nos pés um all star preto. Estava tranquilo consegui ir sentado no ônibus coisa rara, estou tentando comprar um carro, o que não me ajuda são as prestações 60x R$600,00, aí complica.
Após o terminal do Capão Raso, um terminal de ônibus de Curitiba me acontece um coisa, estava tão sossegado, uma viajem tranquila curtindo a paisagem e algumas gatinhas que estavam dentro do ônibus, quando menos espero surge a sensação, logo me lembrei dos suculentos empanados, pensei comigo.
“Não pode ser, logo agora, acabei de passar um terminal o ponto que irei descer está longe.”
Comecei a me contorcer e a barriga não ajudava cada vez mais as contrações eram mais fortes, o suor já escorria meu rosto, olhei para os céu e pensei.
“Acho que não dá pra aguentar.”
Quando de repente passou a vontade, logo me aliviei e a viajem continuou.
Cheguei ao meu destino desci do ônibus caminhei uns dez metros e o que era impossível aconteceu, novamente as dores abdominais, as contrações intestinais, o suador tudo de novo, mas fui caminhando meio que tentando não fazer força qualquer movimento involuntário poderia ocorrer um acidente. Quando faltava cinco metros para chegar ao consultório quase não deu para segurar, parei, respirei, segurei, rezei, apertei, peidei, quase caguei, mas não foi dessa vez.
Dentro do consultório confirmei minha consulta e logo procurei o banheiro masculino, mas estava fechado, não aguentava mais, prestes a escapar, pensei.
“Vou no banheiro feminino.”
Tinha uma mulher na porta coitada empurrei, xinguei, caguei, me limpei, contaminei, fedeu, até que enfim me aliviei, dessa eu escapei.
Logo em seguida a recepcionista me perguntou:
“Aonde você estava?”
Disfarcei e falei:
“Estava dando uma voltinha, dia muito abafado hoje, não é mesmo?”
GUEL
13/07/2010

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